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Nossa Senhora de Fátima |
Como começaram a comunidade e a igreja
Com a Grande Depressão e a crise económica que criou, muitos deles tiveram que voltar à Pátria Mãe. Foi a única maneira de sobreviverem pois que tinham os seus bocadinhos de terra que podiam trabalhar e assim de lá tirarem o sustento suficiente para si a para as suas famílias. Outros resolveram ficar e enfrentar a crise. Mais tarde, quando em Portugal, seus filhos enfrentaram um grande dilema. Ou iam fazer o serviço militar no país onde se encontravam, perdendo assim a cidadania americana, ou voltavam para a terra que os viu nascer, Em geral decidiram pela última. E a comunidade portuguesa de Ludlow continuou a crescer. Durante a Segunda Guerra Mundial mais emigrantes chegaram mas foi só nos últimos anos de cinquenta, nos sessenta, e nos primeiros de setenta que a comunidade, tal como hoje nos aparece, foi conseguida. Os primeiros grupos eram exclusivamente de Trás-os-Montes com algumas excepções das Ilhas e de Cabo Verde. Aos últimos porém, que vieram dos mesmos Trás-os-Montes, juntaram-se emigrantes do Minho, Beiras e Estremadura. Muito religiosos e agarrados às suas raízes culturais bem depressa fizeram sentir a sua necessidade de celebrar na sua língua materna e de se juntar para viveram o seu folclore festivo. Religiosamente foram acolhidos pelo Padre Chabot, o pastor da paróquia local de São João Batista, que observando a sua devoção prontamente tentou aprender a sua língua e costumes para melhor os poder servir. Começaram-se a encontrar e a missa das onze da manhã começou a ser celebrada, pelo dito padre, em português.
No feriado do Labor Day de 1949 foi inaugurada a nova Igreja Nacional de Nossa Senhora de Fátima de Ludlow e não de Santo António como tinha sido planeado. O Padre Manuel Rocha conseguiu a mudança explicando à comunidade que Igrejas de Santo António já havia por todo o lado mas Nossa Senhora de Fátima seria a primeira na Diocese, De pronto todos concordaram com a mudança. --------------------------------------------------------------------------------------------------------
Consistia nun chão de cimento, paredes de estuque sos blocos e 16 colunas de madeira. Esta construção foi o centro de atenção dos fiéis pelos 40 anos seguintes. O chão e as paredes eram caiados e a capela reluzia no topo do monte. Desde o início da década de oitenta que se sentia a necessidade de reconstruir a “capelinha” devido ao seu adiantado estado de degradação.
À medida que os fundos iam chegando, chegavam também as ideias sobre aquilo que se deveria fazer. Uns puxavam a reconstrução do original, outros que se construísse algo diferente, que melhor pudesse servir a comunidade. Apresentadas e discutidas todas estas ideias em conselho paroquial chegou-se à conclusão que a melhor opção era a de tentar satisfazer a maior percentagem de paroquianos, construindo uma “capelinha” como a de Fátima dentro de uma estrutura capaz de acomodar quem viesse para oração ou meditação. Esta opção foi bem acolhida pelos párocos e pelo conselho paroquial e propôs-se fazer um modelo da ”Capelinha” assim como um modelo do levantamento topográfico incluindo a nova Capela, novos acessos, novas Estações da Via-Sacra, etc.
Na Primavera de 1991, uma escadaria para a Capela veio alargar o projecto. O novo Santuário foi dedicado a Nossa Senhora de Fátima no dia 13 de Maio de 1991 pelo Bispo Thomas Dupre, na altura Bispo Auxiliar da Diocese de Springfield. Umas Eucaristia em Acção de Graças seguida duma procissão das velas foram celebradas. Temos ainda mais dois outros pontos de veneração importantes no nosso Santuário.
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No momento em que visitei a paróquia, muito antes de ter sido nomeado seu administrador em Julho de 1990, fiquei com a ideia que muito havia para planear se a quiséssemos projectar para o futuro. O primeiro passo que demos foi a aquisição da propriedade que estava entre o nosso parque de estacionamento e o campo de futebol do Clube Lusitano. Depois voltámo-nos para a casa da Igreja conseguindo que voluntários construíssem uma rampa de acesso para deficientes. Continuou-se com uma segunda fase que consistiu na renovação do interior da casa da Igreja e seu santuário. Substituiu-se parte da madeira escura que forrava o fundo do santuário e algumas paredes. Os confessionários laterais foram transformados em pequenas capelinhas onde foram colocadas as estátuas do Coração de Jesus e do Coração de Maria, assim como as velas luminosas votivas que se encontravam no santuário. Ao fundo, junto à entrada, fizemos uma pequena sala de reconciliação. Eliminou-se a vedação que separava o santuário da assembleia e colocou-se no santuário um chão em granito cinzento-escuro brasileiro. Novo altar esculpido com a Ceia do Senhor vindo de Itália, um novo sacrário vindo de Madrid, novas cadeiras, tocheiros e crucifixo vindos de Braga terminaram a renovação. Os pedestais para o sacrário e para a imagem de Nossa Senhora de Fátima, o ambão e a pia baptismal foram esculpidos em granito por um dos nossos paroquianos. Veio depois a parte mais ambiciosa do projecto. Queríamos algo que desse luz e cor ao fundo e complementasse a imagem do Cristo Ressuscitado que tínhamos mandado esculpir em Braga. Submetemos a ideia a diversos estúdios e de todos os projectos submetidos aceitamos a proposta de J. Piercey Studios, Inc., de Orlando, Florida, que nos enviou um desenho para ser executado na Itália em mosaico com o tema: “o Senhor que chega na sua glória para julgar o mundo, cercado dos seus Arcanjos.” Chegamos depois à conclusão que para abrir a perspectiva necessitávamos de cobrir com painéis os dois altares laterais. Assim, vindos do mesmo estúdio, chegaram-nos o painel para o Santíssimo Sacramento mostrando dois Serafins em adoração e para o lado da Virgem de Fátima, uma azinheira e o “milagre do sol.” Iniciamos há pouco tempo a terceira e última fase do nosso projecto: o Centro Paroquial. Embora não tendo 100% da verba que necessitamos D. Timothy McDonnell, bispo da diocese de Springfield, deu-nos autorização para começarmos a construção. A casa que chamávamos de “branca” foi demolida e os alicerces par o novo centro já estão a ser construídos. A campanha para angariação de fundos continua e o futuro aparece risonho.
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